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Ondas de calor deixam mais de 30 mil mortos na Europa

Estimativa provisória aponta mais de 32 mil mortes acima do esperado entre meados de julho e agosto, enquanto dados nacionais já somam 33 mil em oito países

Termômetro na Praça Gellért, em Budapeste, marca 38 °C durante uma onda de calor severa na Hungria, em 21 de junho de 2026 – Imagem: csikiphoto / Shutterstock

A Europa registrou mais de 30 mil mortes acima do esperado durante um verão marcado por ondas de calor consecutivas e períodos de seca. Segundo uma estimativa provisória da plataforma EuroMomo, mais de 32 mil mortes acima do esperado foram contabilizadas no continente entre meados de julho e meados de agosto. O número ainda pode ser revisado.

A EuroMomo reúne estatísticas oficiais de 23 países, mas não divulga o total separado por nação. Em uma análise independente, a AFP somou dados provisórios de autoridades de oito países, referentes a períodos que vão aproximadamente do fim de maio a agosto, e chegou a 33 mil mortes acima do esperado ou diretamente relacionadas ao calor.

Duas semanas concentram maior número de mortes

As estimativas semanais mais recentes da EuroMomo indicam que a última semana de junho foi a mais letal do verão, com quase 16 mil mortes acima do esperado. A primeira semana de julho aparece em seguida, com aproximadamente 8 mil mortes.

Os dois períodos coincidiram com uma das ondas de calor excepcionais registradas no verão europeu. Ao mesmo tempo, a seca generalizada criou condições favoráveis para incêndios florestais.

Os números ainda devem ser revisados nas próximas semanas, o que pode alterar a estimativa total. A plataforma também utiliza um modelo que considera estatísticas oficiais de 23 países e deixa de fora parte do leste europeu.

Pessoas caminham sob condições de calor intenso; idosos estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos das ondas de calor – Imagem: LCV / Shutterstock

Alemanha registra recorde desde 2016

A Alemanha contabilizou 14 mil mortes relacionadas às ondas de calor até 9 de agosto, de acordo com dados oficiais do Instituto Robert Koch. O número é o maior desde o início dos registros desse tipo, em 2016.

Segundo o instituto, pessoas com mais de 75 anos foram as mais afetadas pelo calor, seguindo um padrão também observado em outros países europeus.

Na França, as autoridades de saúde contabilizaram 7.300 mortes acima do esperado entre o fim de maio e 22 de julho. O número deve aumentar, já que uma longa onda de calor iniciada no fim de julho havia terminado recentemente.

Na Espanha, quase 4.500 mortes atribuídas ao calor foram registradas entre 1º de junho e 19 de agosto. De acordo com o Instituto Carlos III, foi o maior número para esse período do ano desde 2022.

Inglaterra se aproxima de recorde histórico

Na Inglaterra, a autoridade de saúde e segurança estima 2.877 mortes relacionadas ao calor durante as ondas registradas em maio e junho. O número se aproxima do recorde histórico de 2.985 mortes registrado no verão de 2022.

A autoridade alertou que o total de mortes relacionadas ao calor em 2026 pode ser substancialmente maior devido a outros períodos de temperaturas elevadas ao longo do ano.

Na Bélgica, foram estimadas 2.570 mortes acima do esperado entre 18 de junho e 17 de julho, segundo o instituto nacional de saúde pública Sciensano. O número será atualizado em setembro, incluindo o período de 25 de julho a 16 de agosto.

Nos Países Baixos, uma análise de dados do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) aponta 968 mortes acima do esperado entre 22 de junho e 5 de julho.

A Áustria registrou 396 mortes relacionadas às ondas de calor em junho, segundo a agência de saúde e segurança alimentar AGES. O número é o maior para o mês desde o início da série de dados públicos, em 2017.

Em Portugal, foram registradas mais de 600 mortes acima do esperado entre meados de junho e o fim de julho, segundo dados da Direção-Geral da Saúde analisados pela AFP.

Fonte: Olhar Digital

Editado e publicado: por jornalista Raquel Salvador

Drone russo guiado por IA escolhe alvos autonomamente

Caso chama atenção porque o drone era guiado por sistema experimental de IA, sem a participação de piloto humano na escolha do alvo final

Tecnologia está sendo usada na invasão da Ucrânia – Imagem: Divulgação/Neros Technologies

Um drone russo equipado com um chip da Nvidia matou três civis em um ataque realizado em julho na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, segundo especialistas em drones, comandantes militares ucranianos e uma equipe forense que examinou os destroços da arma e de outros ataques na região.

O caso chama atenção porque, de acordo com as autoridades e especialistas ouvidos pelo The New York Times, o drone era guiado por um sistema experimental de inteligência artificial (IA), sem a participação de um piloto humano na escolha do alvo final.

A vítima mais jovem foi Tetiana Bubynets, de 19 anos, estudante universitária. Ela estava próxima a um posto de gasolina quando o pequeno drone russo, semelhante a um aeromodelo, desceu do céu e tentou se aproximar do local. A aeronave acabou batendo em uma parede e explodiu, espalhando estilhaços que atingiram a jovem e outras pessoas.

Bubynets foi levada a um hospital, mas morreu. As outras duas vítimas, Oleksiy Svirin, de 41 anos, e Roman Karpiy, de 48, morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos.

Segundo os especialistas e militares ouvidos pelo Times, operadores humanos programaram o drone para seguir em direção a um determinado posto de gasolina. Quando chegou perto do local, porém, a aeronave teria escolhido sozinha o alvo exato — provavelmente tanques de propano — com base no treinamento recebido para reconhecer esses objetos e atacá-los.

Chip da Nvidia ajudou a revelar sistema autônomo

  • A análise dos destroços desse ataque e de outros incidentes em Zaporizhzhia revelou que os drones carregavam minicomputadores fabricados pela Nvidia. Segundo especialistas e militares ucranianos, esses computadores eram responsáveis pelas decisões de direcionamento das armas;
  • A presença dos módulos da Nvidia, combinada com a ausência de antenas nos drones, levou os comandantes da defesa aérea ucraniana a suspeitar que as armas utilizavam um sistema autônomo de IA. Investigações posteriores confirmaram a hipótese;
  • O módulo encontrado no drone era um Nvidia Jetson Orin, um minicomputador comercial que custa algumas centenas de dólares. Segundo a Nvidia, o produto é vendido para estudantes, desenvolvedores e startups e foi desenvolvido para uma ampla variedade de aplicações;
  • A empresa informou que comercializa o computador em vários países, mas não na Rússia. Segundo a Nvidia, entretanto, o equipamento é amplamente disponível por meio de revendedores.

Os módulos encontrados nos drones não estavam criptografados, de acordo com autoridades ucranianas. Isso permitiu que os investigadores visualizassem imagens do terreno carregadas no computador e verificassem como o drone utilizava referências visuais para acompanhar a rota.

Os investigadores também disseram ter analisado códigos presentes no equipamento, identificando os tipos de objetos que o drone havia sido treinado para reconhecer e atacar, entre eles tanques de propano.

IA pode escolher o alvo sem intervenção humana

IA escolhe o alvo do drone por conta própria – Imagem: gerada por IA/Gemini

Sistemas autônomos de IA podem ser treinados com milhares de imagens para reconhecer categorias específicas, como rios, caminhões militares ou pessoas.

Em drones com capacidade de seleção autônoma de alvos, as câmeras procuram esses elementos e o sistema identifica aqueles que correspondem ao treinamento recebido. A tecnologia pode permitir precisão maior do que a obtida por um piloto humano em determinadas situações.

O problema, segundo críticos dessas armas, é que a ausência de intervenção humana pode aumentar o risco de erros e de violações das leis de guerra. Um sistema pode não conseguir distinguir corretamente civis de combatentes ou interpretar de maneira equivocada um objeto presente no campo de batalha.

Kateryna Bondar, pesquisadora sênior do Wadhwani AI Center, do Center for Strategic and International Studies, em Washington (EUA), afirmou que o ataque de 6 de julho seria o primeiro caso documentado em que mortes de civis foram provocadas por um drone russo equipado com esse tipo de sistema autônomo.

Segundo Bondar, a presença do módulo da Nvidia é “a melhor prova” de que a Rússia estava experimentando IA autônoma.

Um assessor do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já havia escrito nas redes sociais que a Rússia estava testando sistemas de IA capazes de selecionar alvos sozinhos. As mortes, porém, não haviam sido divulgadas anteriormente, assim como os detalhes sobre o módulo Nvidia Jetson Orin utilizado no ataque.

Fonte: Olhar Digital

Editado e publicado: por jornalista Raquel Salvador

El Niño: chuva intensa deve atingir o sul por dias seguidos

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entram em uma semana de atenção. A chuva não será intensa em todas as cidades ao mesmo tempo, mas os maiores acumulados devem se concentrar em áreas específicas.

Com isso, aumenta o risco de alagamentos, transbordamento de rios e arroios, além de temporais com raios, rajadas de vento e episódios de granizo. A preocupação é ainda maior porque parte do Paraná e de Santa Catarina encerrou o outono com precipitação acima da média, deixando o solo mais encharcado e reduzindo sua capacidade de absorver mais água.

Entre as áreas que exigem maior atenção estão:

  • Bacia dos rios Taquari-Antas, no Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar 150 milímetros.
  • Bacia do Rio Iguaçu, no Paraná, especialmente nas regiões de Palmas, Francisco Beltrão e União da Vitória.
  • Grande parte do interior de Santa Catarina, incluindo Chapecó, Xanxerê, Campos Novos, Lages e São Miguel do Oeste.
  • Regiões do oeste, centro e norte da Região Sul que também devem receber acumulados elevados.

Entenda o que está provocando tanta chuva

O fortalecimento do El Niño é um dos fatores por trás desse cenário. A passagem de duas frentes frias e a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera completam as condições que favorecem a formação de nuvens carregadas sobre o Sul do país.

A região já sente os efeitos da primeira frente fria, formada após um ciclone extratropical entre o Sul do Brasil e o Paraguai.

Mesmo com o afastamento desse sistema para o oceano, a instabilidade persiste. Nos próximos dias, novas áreas de chuva voltam a se formar entre o sul do Paraguai, o oeste de Santa Catarina e o oeste do Paraná. Depois disso, uma segunda frente fria avança pela região e mantém as condições favoráveis para novos episódios de chuva.

Nem mesmo a chegada de uma massa de ar frio será suficiente para afastar a umidade da atmosfera. Por isso, a previsão indica que a chuva continuará em parte da Região Sul ao longo da semana.

Previsão aponta risco de transtornos

O excesso de chuva também favorece tempestades em diferentes momentos, principalmente em Santa Catarina e no Paraná. No Rio Grande do Sul, os episódios de granizo tendem a ocorrer de forma mais isolada, mas continuam sendo monitorados pelos meteorologistas.

Nem todas as cidades devem enfrentar chuva intensa durante todo o período. Ainda assim, a previsão pode mudar de um dia para outro, o que torna importante acompanhar as atualizações meteorológicas.

Fonte: Olhar Digital

Editado por: jornalista Raquel Salvador

Com gols de Casemiro e Martinelli, Brasil eliminou o Japão

Brasil vira sobre o Japão nos últimos minutos e se classifica

O Brasil está nas oitavas de finais da Copa do Mundo após vencer o Japão por 2×1, nesta segunda-feira (29), de virada. A partida ocorreu no NRG Stadium, localizado na cidade de Houston, no estado do Texas. O Japão abriu o placar no primeiro tempo com Sano, o Brasil empatou no começo do segundo com Casemiro e virou aos 49 com Gabriel Martinelli.

Agora a seleção brasileira vai encarar o classificado de Costa do Marfim x Noruega nesta terça-feira (30), em Dallas, às 14h. O Japão está eliminado e volta para a casa.

O Brasil começou com mais volume de jogo e a primeira chance de gol saiu aos 13. Matheus Cunha recebeu na entrada da área, chutou cruzado e Suzuki foi buscar no canto esquerdo, com uma bela defesa. O Japão não se abateu e em um dos contra-ataques conseguiu marcar um gol. Aos 30, em saída de bola errada de Danilo, Sano recebeu na entrada da área, Casemiro tentou marcar o atleta, mas não conseguiu, o atleta chutou rasteiro no canto de Alisson; 1×0.

A seleção brasileira não sentiu o gol, foi para cima tentar o empate, mas a boa defesa japonesa segurou os ímpetos. Paquetá tentou lançamentos para a área, mas nada feito. Vinícius Júnior, Rayan e Matheus Cunha foram anulados pelo sistema defensivo do Japão. O árbitro deu mais quatro de acréscimos e o jogo no tempo inicial foi encerrado aos 49 em 1×0.

Segundo tempo, Ancelotti entrou com Endrick no lugar de Paquetá, que sentiu a coxa no final do primeiro tempo. E o Brasil veio com tudo. Logo com 11 minutos, empatou com Casemiro. Gabriel Magalhães cruzou para a grande área, o volante na ponta direita cabeceou e não deu chance; 1×1.

Aos 13 Vinícius Junior quase virou, após sair dentro da área, chutar cruzado e a bola bater na trave. A seleção brasileira foi para cima, dominou o jogo e se impôs em campo até o final. Criou algumas chances, mas nada claro, o árbitro deu seis de acréscimos, o jogo foi até aos 51. Quando aos 49, Gabriel Martinelli recebeu dentro da área, chutou cruzado o goleiro Suzuki tentoui defender, a bola bateu na trave e entrou; 2×1. Após o gol o jogo dramático foi encerrado.

Editado e publicado: jornalista Raquel Salvador

Sobe para 1.719 o número de mortos na Venezuela após terremotos

Via Folha de São Paulo – Autoridades da Venezuela anunciaram nesta segunda-feira (29) que aumentou para 1.719 o número de mortes confirmadas nos terremotos gêmeos que atingiram o país no último dia 24. Ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas, e 15.866 estão desabrigadas, de acordo com o regime.

As informações foram transmitidas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nome forte do chavismo e irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez, ao divulgar o boletim oficial mais recente sobre a tragédia.

As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas, o que indica que o número de vítimas deve aumentar à medida que as equipes de resgate avançam com as operações.

Desde os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com alguns segundos de diferença, foram contabilizadas 609 réplicas, ainda segundo Jorge Rodríguez. A mais forte ocorreu às 7h01 desta segunda, com magnitude 4,2. Apesar de provocar apreensão entre os moradores, ele afirmou que o abalo não causou mais danos.

O balanço oficial mais recente aponta ainda que pelo menos 855 edifícios sofreram danos, sobretudo no estado de La Guaira e em Caracas. Desse total, ao menos 189 desabaram.

Algumas das áreas mais devastadas ainda não receberam ajuda das equipes federais para as operações de resgate, segundo moradores de algumas das cidades mais atingidas.

Em El Junquito, região montanhosa localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Caracas, moradores afirmam que a presença de autoridades tem sido limitada. Enquanto isso, comunidades locais se organizaram para distribuir alimentos e itens básicos.

O centro comercial de El Junquito foi destruído pelos terremotos. Ainda segundo a Reuters, vários edifícios desabaram na região. Sem condições de voltar para casa, parte dos moradores montou barracas em um campo aberto.

Enquanto diversas equipes internacionais de resgate e ajuda humanitária chegaram ao país, a maior parte dos esforços tem se concentrado no estado de La Guaira, a região mais atingida pelos terremotos.

Segundo as autoridades venezuelanas, 24 países enviaram apoio ao país, incluindo mais de 500 toneladas de suprimentos, cerca de 2.700 profissionais de resgate e assistência e aproximadamente 86 equipes

Editado e publicado: jornalista Raquel Salvador